Rio Cristalino – Cocalinho OFF

Rio Cristalino – Cocalinho OFF

dezembro 15, 2021 0 Por linhares

Passeio realizado entre os dias 27 e 29 de novembro de 2021. As imagens da gopro ficaram bem legais e eu editei dois vídeos: Um mais curto no vimeo e outro, mais longo, no youtube. No YT as imagens estão em ordem cronológica e o vídeo contém narração.

O ponto de encontro foi o posto Campeão, na Ceilândia. Seguimos por asfalto até Cocalzinho de Goiás. Aqui a BR-070 vira uma estrada de chão que tem piso bom, mas corta vários córregos. Chegamos no tradicional ponto de parada do Abacaxi na BR-153, a Belém Brasília. Esticamos por asfalto até Jaraguá. Saímos em direção a Uruana, mas erramos a entrada pelo caminho de chão. Seguimos por asfalto, passando pelas cidades: Itaguaru, Uruana e Carmo do Rio Verde, onde almoçamos.

Saímos no sentido de Rubiataba, mas entramos numas estradas de fazenda que passam pela currutela de Goiataba e chegam no povoado de Valdelândia, distrito de Rubiataba. Este trechinho estava bem travado e com bastante cascalho. Eu fiquei até um pouco cansado na CRF1000L e combinei de trocar de moto com o Túlio. Segui com a Lander pelo trecho que passa nos “Tapuias”, como é chamada a aldeia indígena Carretão II (dois). Esta aldeia é da época do Brasil Colônia e foi criada nos moldes do aldeamento que deu origem à cidade de Mossâmedes. A estrada aqui estava muito boa e a viagem rendeu. Pegamos a GO-156 sentido leste. Esta rodovia está asfaltada, com exceção do trecho próximo à ponte que cobre o rio Tesouras. Inclusive, havia máquinas fazendo manutenção da estrada e jogando água na pista, o que deixou o piso bem escorregadio!

Retornei para a minha moto e tocamos até o posto Califórnia na GO-164, município de Mozarlândia. Wil se juntou ao grupo. Tocamos para o norte e entramos à esquerda no acesso para Cocalinho. Este trecho estava bem ruim até a ponte sobre o rio do Peixe, divisa entre os municípios de Nova Crixás e Mozarlândia. Depois ficou bom e pudemos acelerar bastante até a ponte!

O final de semana anterior ao passeio foi de muita chuva! Durante a semana houve estiagem. A previsão do tempo indicava a volta das precipitações justamente no final de semana da viagem. O sábado começou com céu bem carregado perto de Cocalzinho, mas pegamos apenas chuva fraca no final da manhã. Alcançamos o rio Araguaia em uma bela tarde de sol!

Ponte sobre o rio Araguaia, chegando em Cocalinho

Fizemos compras na cidade e seguimos mais 17 km até o nosso pouso, o “Rancho dos Perdidos”.

No dia seguinte seguimos até o Rio Cristalino. Pegamos um “atalho” para não passar pela cidade. O piso era de areia e havia mata-burros longitudinais. Num desses, o Marco Túlio bateu a roda da frente, mas sem maiores problemas. Seguimos por asfalto na MT-326 e entramos à direita na estrada que segue margeando o Rio Cristalino. A estrada estava boa, mas alguns trechos estavam com muita lama de uma chuva localizada que caiu à noite. O domingo teve a manhã bem ensolarada e à tarde ficou nublado, mas não caiu nenhuma chuva forte.

O nosso ponto de destino era uma espécie de condomínio com várias chácaras na beira do rio. No entanto, estavam todas vazias. Entramos em uma espécie de pousada cuja porteira estava aberta e seguimos até a margem. O local é bem agradável e pudemos aproveitar o banho de rio! Não demoramos muito, até por medo da chuva e retornamos à estrada. A ideia era fazer um looping e voltar ao Rancho dos Perdidos pelo norte. Eu já estava sugerindo voltar pelo mesmo caminho, com medo de encontrar mais areia ou lama!

Seguimos no roteiro planejado sentido norte. O ponto de virada para o leste estava sinalizado com uma placa: “Estrada interditada”. Um caminhão vinha em sentido contrário. O motorista nos informou que não conhecia a estrada toda, mas indicou a fazenda próxima para pedirmos mais informações. Fomos até a fazenda. O casal de moradores foi bem gentil em nos oferecer água gelada e confirmou que a estrada não tinha passagem porque algumas pontes foram destruídas. Voltamos pelo caminho que viemos. Pouco à frente o caminhoneiro estava parado fazendo reparos mecânicos no motor do veículo. Paramos e o pessoal até tentou ajudar, mas sem sucesso. Descobrimos que havia uma “venda do seu Jersinho” pouco mais à frente e fomos para lá [-13.87701, -51.24176]. As opções de bebida eram apenas duas: cerveja ou pinga. E ambas estavam quente!

Voltamos para a MT-326 e, dali, para a cidade. Compramos mais alguns mantimentos e seguimos para o rancho. Mais tarde, voltei na companhia de Wil e Elmar. Paramos no porto da cidade para comer isca de peixe. No horizonte dava para ver uma grande tempestade se formando no rumo de Aruanã. Houve queda de energia por várias vezes nesta noite.

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Porto na beira do Araguaia

Resolvemos que voltaríamos todos juntos no dia seguinte. Apenas fizemos uma arrumação rápida no rancho e pegamos a estrada. Antes de chegar na cidade a chuva caiu com vontade! As ruas estavam alagadas. Procuramos abrigo e vestimos as capas de chuva. Quando diminui um pouco o volume, seguimos para o posto de gasolina. Não demoramos aqui e fomos embora. A chuva diminui, mas a estrada estava completamente molhada. Esses últimos km de chão foram bem tensos! Eu não estava nem um pouco seguro com relação ao piso e só queria chegar no asfalto sem levar nenhuma queda. Demorou, mas enfim alcançamos o posto Califórnia de Mozarlândia. Daqui pra frente as chuvas cessaram e só voltaram na chegada a Brasília.

Seguimos em direção à cidade de Goiás. Paramos para almoçar em Itaberaí. Em Inhumas, pegamos para Nova Veneza e Anápolis. Entramos na BR-060 para Brasília. Aqui fizemos a última parada do grupo, onde nos despedimos.

Participaram os pilotos:

  • Túlio – Lander 250
  • Mário – Ténéré 250
  • Marco Túlio – F850GS
  • Elmar – CB500X
  • Wil – XT660R
  • Linhares – CRF1000L

E que venham as próximas aventuras!

Rolê com a Baixinha

No último domingo, dia 12, fui na companhia da filhota até a quadra 308 na Asa Sul. A ideia era gravar um vídeo com as curiosidades da quadra modelo de Brasília. Além do mais, foi o primeiro rolê com a baixinha depois que ela completou dez anos! Nós já tínhamos andado de moto antes, quando a legislação permitia crianças a partir de sete anos, mas tivemos que parar depois que a lei mudou…