Vida em duas rodas

agosto 7, 2021 0 Por linhares

Eu comecei tarde no mundo do motociclismo. Minha primeira moto foi comprada depois que eu já estava formado na faculdade e havia começado a trabalhar. No entanto, sempre me pareceu natural a ideia de andar de moto. Quando novo, morei numa cidade pequena e a bicicleta era o meu meio de transporte no dia a dia.

A primeira experiência com um veículo motorizado, no entanto, não foi nada boa… Foi com o walk machine de um garoto da minha rua. Eu acelerei e mantive o pulso fixo – ou seja, aceleração constante! Não consegui fazer a curva, bati no meio-fio e voei sobre um terreno que estava em obras. Por sorte não acertei nada muito rígido e tive apenas alguns arranhões… 🤕

Depois esse mesmo garoto ganhou uma moto BW’S da Yamaha (eu acho). Uma scooter bem legal de andar, mas eu também consegui deitar essa moto numa subida bem íngreme onde eu morava. Não tive nada, mas lembro que me chamou a atenção o fato do meu amigo vir correndo preocupado apenas com a motocicleta! 😅

Algum tempo depois, quando eu estava na faculdade, meu pai arranjou uma NX 200 da Honda. Achei a moto muito bonita! Consegui dar umas boas voltas no bairro, fazendo todas as curvas mas lembro que tinha dificuldade em fazer meia volta para retornar… 😬

motos
Motocas da vida

Depois que comecei a trabalhar, eu pensei: agora é a oportunidade de começar a andar de moto ou então só na crise da meia idade! Fiz moto escola e adquiri uma CB250 Twister da Honda na véspera da prova do DETRAN. Lembro que ela pareceu bem maior que a CG 125 que eu utilizava nas aulas. Nessa época resolvi que só iria andar de moto e saía pra todo lado com a twister! 😎

Um dia passei na concessionária Freedom e o vendedor me apresentou uma XT660 usada. Não lembro se eu já estava querendo mudar de moto, mas achei a XT top demais! Só tinha medo da altura da moto, mas lembro que o rapaz da Honda me deu a dica de sair um pouco do banco na hora de parar a moto. Provavelmente eu já estava sob influência do fórum do Clube XT600 que meu colega Kratz me apresentou.

Depois, já em contato com a galera do fórum, me empolguei de viajar e senti que a XT não era a moto ideal para isso. Eu ficava muito inseguro ao fazer ultrapassagens em alta velocidade porque a frente da moto ficava muito leve. Detalhe: já estava acostumado com a vibração da moto e achava algo normal. De qualquer forma, resolvi trocar e achei que a V-Strom seria uma ótima escolha pelas características e pela altura do banco.

Na hora de vender a XT, acabei fazendo vários rolos e fui proprietário das seguintes motos nessa ordem: XT600, NX Falcon e Honda Bros. Até que eu gostei da Falcon, mas ela apresentou alguns defeitos e eu desanimei logo. Além do mais eu preferia ficar com uma moto apenas. O problema é que a turma começou a fazer uns passeios no off road e a V-Strom não é uma moto que ajuda muito os pilotos menos habilidosos.

Parti então para a CRF250L, moto que ficou comigo muitos anos e que me levou para muitas aventuras! A maioria dos relatos que escrevi foram com essa motoca. Ainda considerei mantê-la quando comprei a Africa Twin, mas eu precisaria da grana para dar uma “garibada” na CRF1000L e continuo achando vantagem ter uma moto apenas. Espero ficar com esta por muito tempo!

Abraços, Linhares