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Moto Trilha

Moto de trilha

Nos meses de fevereiro e março de 2021 eu pude experimentar uma moto totalmente voltada para o off road: a famosa CRF230, considerada a “rainha das trilhas”.

Trilha do Riachinho

Comprei a motinha no domingo de carnaval (14/fev) e me desfiz dela no dia 26 de março. Pouco mais de um mês com a moto. Nesse período fui cinco vezes na trilha do Riachinho, próxima ao Núcleo Bandeirante e Parkway.

Nas duas primeiras vezes a volta foi bem curta. Na terceira consegui andar mais. Na quarta, já estava me sentindo um verdadeiro piloto até que consegui atolar a moto numa pequena poça de lama! A poça não era muito grande, mas engoliu toda a roda traseira!

Chafurdado na lama

A argila branca do terreno parecia uma cola! Só consegui sair com a ajuda de dois ciclistas que me viram de longe acenando os braços 👐

Esse episódio do atolamento me deixou quebrado a semana inteira! Com certeza não utilizei as técnicas mais adequadas para a situação, por pura falta de experiência.

No último rolê com a moto, pude contar com a parceria do Murilo e sua KTM 350. A minha moto gastou o pouco de gasolina que tinha muito rápido e foi preciso reabastecer com o kit “garrafa plástica + mangueira”.

Abastecimento na trilha

Poucos kilômetros depois a gasolina acabou novamente! Mais uma transfusão de gasosa foi necessária. Me toquei que apesar de visitar a oficina algumas vezes, não tinha feito uma revisão geral na moto. E o barulho que eu considerava ser fruto do escape na verdade indicava que o motor estava com a mistura muito rica. Murilo insistiu que eu levasse a moto na oficina do Luiz em São Sebastião. Fomos lá no mesmo dia à tarde.

Troca de veículos

No dia seguinte recebi a resposta positiva de uma proposta que eu havia feito para o Hamilton, meu parceiro de Estrada Real. Ele tinha anunciado a venda de uma Africa Twin e aceitou pegar a Saveira como parte do pagamento.

Sem a picape, nem cheguei a buscar a 230 na oficina. Já passei para um amigo que mora próximo. A moto foi rodando até a casa dele com o motor “pipocando” do mesmo jeito.

Já a CRF250L que estava na concessionária Honda desde o passeio de 7 de fevereiro, quando eu quebrei o pedal de câmbio, foi vendida na OLX em menos de uma semana.

Agora estou me preparando para voltar aos passeios estilo “big trail” mas antes vou dar uma boa revisada na AT para não ter nenhuma surpresa! 😎

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Moto Passeio

Goiás Vintage

Entre os dias 15 e 18 de janeiro de 2021 consegui finalmente fazer uma viagem conjugando o tradicional passeio em família com passeios de moto! 😎

Fomos para a cidade de Goiás, antiga Vila Boa de Goiás, patrimônio histórico mundial segundo a Unesco.

Enquanto a turma curtia a piscina, eu aproveitava para dar um rolê. Particularmente, queria visitar as ruínas de Ouro Fino, antigo arraial que ficou registrado na música “Chico Mineiro” de Tonico e Tinoco.

No primeiro dia apenas dei uma volta na cidade e tirei fotos em frente à casa de câmara e cadeia, que hoje abriga o Museu das Bandeiras, e a antiga residência de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera. A casa está muito conservada e possui na janela uma espécie de grade em estilo mourisco que servia para esconder as jovens moradoras dos olhares atrevidos dos passantes.

Casa do Anhanguera
Casa de Bartolomeu Bueno, o Anhanguera

No dia seguinte peguei a GO-070 para o norte e dobrei a direita sentido povoado do Ferreiro. Parei em frente à igreja, uma das mais antigas do estado, mas não entrei. Segui adiante passando por algumas poças de lama. A estrada, em sua maior parte, estava seca e coberta por cascalho grosso e pedras.

Meu suporte de celular está com defeito no zíper. O inevitável, então, aconteceu: o telefone pulou fora da capa para a estrada. Parei poucos metros à frente, mas já foi bem difícil encontrar o aparelho escondido atrás da vegetação!

Um jipe parou para me pedir informações. Acabei guiando-o até as ruínas da igreja de São Sebastião, que é a igreja do antigo Arraial de Ouro Fino. O local fica poucos metros afastado da estrada, mas para melhor identificá-lo basta procurar a placa informativa do Caminho de Cora Coralina.

Ouro Fino
Ruínas do antigo Arraial de Ouro Fino ao fundo

No terceiro dia segui até a localidade de Buenolândia, 30 km a noroeste de Goiás. Bem pequeno, mas muito bem preservado! Este arraial foi o primeiro fundado por Anhanguera, em 1726. Três anos depois surgiu o Arraial de Santana, que deu lugar à Vila Boa.

Buenolandia
Arraial da Barra, atual Buenolândia

Ainda tive a oportunidade de conhecer mais alguns lugares interessantes que ficam próximo da cidade e podem ser facilmente acessados com carro de passeio: O povoado de Areias possui uma igreja com data de 1910, mas que provavelmente é mais antiga; Davidópolis, antigo distrito de Bacalhau possui muitas casas bem conservadas; e o mirante de Goiás, 5 km antes da cidade, com uma bela vista da Serra Dourada e do vale do Rio Vermelho!

Com certeza, ainda há muito mais a ser visto, mas agora meu próximo objetivo é Crixás para depois começar a explorar o estado do Tocantins que, na verdade, fazia parte da província de Goiás.

E que venham as próximas aventuras!

Abraços, Linhares

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Moto Passeio

Vau do Jipe

Ponto de travessia do Rio Piratinga (época de seca). Lugar muito bonito na região próxima ao Parque Grande Sertões Veredas, entre os municípios de Formoso e Buritis! Visitado em 30 de agosto de 2020.

CRF250L naufragada no Rio Piratinga [-15.33197, -46.20443]

Este passeio rendeu dois vídeos no Youtube. No primeiro, eu tentei fazer uma edição mais dinâmica com as melhores cenas das motos, mais as imagens da gopro do Murilo e a parte da travessia do Rio Piratinga. Só que o resultado não me agradou muito… Então resolvi fazer o segundo vídeo com as cenas que faltaram e alguns trechos no mapa. Neste vídeo as imagens estão em ordem cronológica. Apesar do estilo “slideshow”, este me agradou mais. Sem contar que fiz a edição sem pressa nenhuma e curti bastante!

Primeiro vídeo – imagens da gopro e da travessia do Rio Piratinga
Segundo vídeo – imagens em ordem cronológica

Resumo da ópera: fizemos deslocamento no sábado, dia 29 de agosto, para a cidade de Buritis. No dia 30 fizemos o passeio e voltamos para Brasília no fim da tarde.

A volta deu um total de 150 km, sendo 40 km de asfalto.

O único perrengue foi o pneu furado da DR400 mais ou menos na metade do passeio, pouco antes do rio Piratinga. Tentamos encher um pouco com bomba de bicicleta, mas não adiantou. Como ninguém tinha levado reparo, seguimos assim. No parte final do passeio foi bem complicado para o piloto controlar a moto! Por sorte a estrada estava vazia, mesmo o trecho da MG-400 chegando em Buritis.

Valeu, galera! E que venham as próximas aventuras!

Trupe:

  • Fabiano de CRF230
  • Linhares de CRF250L
  • Murilo de DR400Z

Abraços, Linhares

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Moto Passeio

Balsa sobre o rio Maranhão

Passeio do dia 9 de julho de 2020 no entorno da cidade de Uruaçu, Goiás. Região do lago da Serra da Mesa.

Encontro da rodovia GO-050 com o Rio Maranhão [-14.661306,-48.774977]

Eu havia me deslocado para a cidade no dia anterior, quando pedi informações numa empresa de moto-táxi sobre meu trajeto planejado. Um rapaz muito solícito disse possuir parentes na região e me mostrou no Google maps alguns pontos, como por exemplo a balsa que eu pensava ser uma ponte!

Outra informação importante é que não haveria trilhas “single track“, o que me tranquilizou. Inclusive parte do caminho se tratava da rodovia estadual GO-050 que é uma estrada de terra larga e com piso nivelado.

Segui o roteiro planejado e, num momento que deveria virar à esquerda, encontrei uma porteira fechada. Só que eu havia acabado de passar por uma bifurcação que não estava marcada no mapa. Resolvi voltar e acessar essa estrada – deu certo e logo à frente os caminhos se reencontraram!

Cheguei na balsa e fiquei impressionado com o tamanho do rio! Afinal, era o próprio Rio Maranhão que foi represado para dar origem ao lago da Serra da Mesa.

A balsa é operada manualmente. Ofereci ajuda, mas o funcionário disse que “é mais jeito que força” (e eu não possuo nenhum dos dois! ). Não é cobrado taxa, mas gorjetas são bem-vindas!

Vídeo da travessia no instagram:

Eu pretendia subir até a torre de comunicações que fica no morro logo após da balsa, mas deixei para outra oportunidade.

Percorri poucos km na rodovia e dobrei à direita sentido povoado de Placas à margem da BR-080 onde eu esperava encontrar gasolina. 4 km antes do povoado, passei por uma mercearia que tinha toda a cara de vender gasolina em pet – bingo! Coloquei 2 litros por R$ 11,00 e segui viagem!

Enchendo garrafa pet com gasolina

Já na BR-080 voltando para Uruaçu, atravessei a ponte sobre o Rio das Almas e resolvi entrar à direita para explorar um pouco mais a região.

Passei próximo do lago, mas não cheguei até a margem. Retornei por um canavial até o asfalto. Ainda explorei uma estradinha próxima da linha do trem, mas era sem saída. Terminei o passeio por asfalto mesmo. Não sem antes tirar fotos de algumas árvores seringueiras à beira da estrada.

Rancho Canto da Serra

E que venham as próximas aventuras!

Abraços, Linhares

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Moto Passeio

Caminho das Pontes 2020

No último dia 11 de junho, feriado de corpus christ, rolou o tradicional passeio “Caminho das Pontes” que sobe a rodovia GO-116 de Formosa até Alto Paraíso de Goiás.

Posto Flamingo

Foram 13 motos no total: duas BMW 1200GS, duas BMW F800, duas XT660, duas XT600, uma CB500X, uma Lander 250, uma CRF250L e uma XRE190 que se juntou ao grupo em Formosa.

Eu fiz um roteiro alternativo para evitar rodar em asfalto: levei a CRF250L na caçamba até São João da Aliança e desci a serra até a GO-116. Perdi o começo, mas já tinha feito esse trecho em três outras oportunidades.

O ponto de encontro foi o km 83 do trecho de chão, onde costuma funcionar uma vendinha. Cheguei próximo das 11h, no limite do que eu havia previsto, mas os moradores me informaram que não havia passado nenhuma moto por ali – muito menos dez motos! Eu não tinha porque duvidar da informação, já que ali quase não passa veículo algum. Fiquei quase uma hora descansando sob a sombra de uma mangueira e fiz até amizade com o cachorro.

Dog friend

Um grupo de ciclistas se aproximou e logo em seguida chegaram as motos. Ficamos batendo papo e tivemos a sorte de poder comprar algumas bebidas mesmo com a venda fechada. Partimos.

Ficou combinado de reagrupar o grupo em frente à igrejinha. Os pilotos da frente pararam poucos metros após o ponto combinado, enquanto a turma do fundão entrou numa estradinha exatamente em frente à igreja. Detalhe: o grupo de ciclistas seguia no caminho correto observando os perdidos. Logo percebemos o erro e fizemos meia volta.

Este ponto após a igreja é onde a GO-116 foi interrompida por conta da barragem e a estrada precisou fazer um desvio. Seguimos contornando o lago (ultrapassamos os ciclistas) e paramos do outro para fazer o lanche.

Almoço frugal

Continuamos o passeio e, um pouco antes da bifurcação para o município de Flores de Goiás, encontramos com a turma das Royal Enfield vindo em sentido contrário. Eles fizeram outro roteiro vindo de Alvorada do Norte e subiram a serra de São José. Mais tarde nos encontramos de novo no posto de São João da Aliança já retornando pelo asfalto.

Chegamos ao povoado do Forte, um lugarejo que já foi sede de município no século XIX (fonte). Aproveitei para comprar 2l de gasolina por R$ 14,00. Os pilotos das duas XT600 me acompanharam.

Continuamos para o norte até o rio Macacão, que estava com nível de água bem baixo. Aqui a estrada vira para o oeste subindo a serra que termina em Alto Paraíso. Chegamos na cidade por volta das 17:00h, o que permitiu fazer os 70km de asfalto até S. J. Aliança antes do anoitecer. Embarquei a CRF na Saveiro e segui para casa.

trecho de serra próximo a Alto Paraíso de Goiás

E que venham as próximas aventuras!

Abraços, Linhares

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Diversos

Edição de vídeos para passar o tempo

Eu sempre fugi de edição de vídeo por achar que me faria passar (ainda) mais tempo na frente do computador. Tanto que só mandei alguma coisa para o YouTube no final do ano passado, quando descobri um aplicativo para celular chamado Scoompa Video – muito fácil de utilizar!

Mas como estamos em tempo de quarentena, resolvi experimentar algum editor para PC mesmo. Comecei procurando opções de software livre e logo encontrei o OpenShot Video Editor. A descrição falava sobre a utilização de camadas, algo que é utilizado em edição de imagens – e praticamente o único recurso avançado que eu conheço!

Consegui editar o vídeo do passeio Caminho das Pontes 2012, com 6 min de duração, que basicamente foi a junção de todos os vídeos disponíveis. Apenas dividi um trecho em dois e adicionei uma moldura nos dois trechos com baixa resolução. Utilizei um título no começo, que encaixou muito bem com o momento em que a câmera virou da ponte para o rio, e outro no final, em tela cheia, com os agradecimentos.

Depois fiz uma compilação de tombos, disponíveis em vídeos do YouTube e do Vimeo, para misturar com o famoso “meme do caixão” que estava bombando na internet. Ficou bem legal! Interessante as possibilidades que surgem após vencer a barreira inicial de desconhecimento da ferramenta.

Pena que estou sem material original novo, mas aguardo ansioso os próximos passeios para fazer os registros cinematográficos! 🎥

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Moto Passeio

Caminho das Pontes 2012

Depois de oito anos eu parei para editar os vídeos desse passeio antológico! Tá no YouTube. Na verdade, não havia muitos arquivos de vídeo. Juntando tudo deu 5 min. Praticamente foi tudo para o vídeo final.

As fotos que eu demorei muito para organizar. Na época o pessoal carregava câmeras fotográficas e a quantidade de “chapas” era grande. Ano passado eu escolhi algumas e juntei no relato do passeio.

Acrescento aqui algumas palavras do presidente Túlio postadas no fórum do Clube XT600 à época do passeio:

Galera Xteísta só posso dizer uma coisa: Foi bom demais
Sete guerreiros, sete motos, muita lama, tensão, escorregão, aceleração, mas seguimos em diante… Cada um dentro de seu capacete, cada um com seus medos e anseios… Cada um com seus próprios pensamentos…
Mas eramos apenas um, cúmplices por opção, unidos por um ideal.. um pelo outro, todos por um…
Eramos um bloco, que avançamos aos trancos e barrancos, mas unidos…
O que me dá força, é saber que tenho um irmão do meu lado, pronto para me ajudar, me segurar, me levantar…. Demais!!!
Nestes momentos a amizade cresce de modo exponencial, mesmo sem dizer uma palavra, a nossa admiração pelo outro cresce…
Amigos, só posso dizer uma palavra: Obrigado!!

Realmente a parceria fez toda a diferença nesse passeio! Não sei se consegui retribuir a esses colegas que estavam juntos em 2012, mas de lá para cá dei apoio a muitos novatos no off road. E espero ajudar muitos mais!

Abraços, Linhares

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Moto Passeio

Marco sudeste da Missão Cruls

Este passeio aconteceu no dia 21 de janeiro de 2017. Saímos em busca do segundo marco da Missão Cruls. O primeiro foi encontrado em Abadiânia Velha, conforme relato de maio de 2016.

O ponto de encontro foi a padaria Doce Pão, no Jardim Botânico. Seguimos por asfalto sentido Unaí até o Posto Sobral da BR-251, logo após a divisa DF/GO.

Pilotos prontos!

Saímos do posto por uma estrada de terra que vai até a GO-010 cruzando por dentro de lavouras. Chegando no asfalto, dobramos à esquerda e voltamos para a BR-251. Alguns metros à frente cruzamos a pista e entramos na estrada de terra que leva ao marco SE. Na verdade a estrada termina antes do ponto projetado como possível local do marco. Deixamos as motos e seguimos a pé.

Caminhando até o marco

Após caminhada de 1 km no sol, resolvemos voltar e perguntar na sede da fazenda. Assuntando por lá, o sr. José Martins confirmou que o marco existia e nos sugeriu procurar o sr. José Maria em outra fazenda próxima. Essa fazenda possuía portão com cadeado, mas que não estava trancado. Avançamos até a sede da fazenda e o sr. José Maria estava reticente em nos informar o local. Disse que só com ordem do patrão e que, no entanto, não poderíamos procurar o patrão porque quando ele está trabalhando não recebe ninguém e que a gente nem tinha autorização para entrar na fazenda! Expliquei que nós fomos até a sede justamente para pedir autorização e que a nossa intenção era apenas de tirar fotos.

Outro funcionário que estava no local começou a passar, em voz baixa, umas dicas para o Ulisses. Parece que sr. José Maria gostou a ideia e começou a sussurrar: “olha, vai pela outra fazenda ali do lado, que está alugada, não vai por essa aqui, não, e segue a cerca entre o pasto e a soja até o final. Depois vocês entram no pasto da esquerda e logo verão uma árvore torta. É lá!”

Agradecemos todo o apoio recebido e seguimos para a outra fazenda. Na verdade era exatamente o local por onde fizemos a caminhada, mas acontece que meu ponto estava marcado 500 m fora da posição correta. Ou seja, precisamos caminhar mais 1,5 km ( e voltar!).
Enfim, localizamos o marco SE da expedição Cruls que, aliás, estava muito bem conservado! Tiramos fotos, comemos maçãs e laranjas fornecidas pelo presidente Wil e tomamos o rumo de casa!

Abraços, Linhares

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O ano em que a Terra parou

Cancela 2020! 😭
Quem diria que já se passaram a duas semanas que eu comentei na postagem do dia 17? Pois é… acho que a ficha tá começando a cair: essa crise vai durar metade do ano, pelo menos.

Não que o meu otimismo tenha ido embora totalmente. O isolamento começou pra valer há uma semana apenas. Então, daqui a mais uma semana, teoricamente, aparecerão os resultados deste esforço. Portanto, continuo torcendo por boas notícias! 🤞

E que a gente consiga andar de moto antes que voltem as chuvas!

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Diversos Moto Passeio

Corumbá e um pouco de história

No sábado, dia 26 de outubro de 2019, rolou passeio de moto seguido de evento histórico em Corumbá de Goiás. O passeio foi na companhia do parceiro Amilton Cavalcante (Instagram) e o evento foi por conta do projeto Caminhamentos da Missão Cruls (Portal Cerratense).

Eu costumo aproveitar os passeios solo ou com poucos participantes para conferir trechos do mapa. Desta vez, o objetivo era conferir um caminho entre o povoado de Olhos d’Água e a BR-060, desviando do pedágio.

Começamos o rolê em Samambaia e tocamos para Santo Antônio do Descoberto por um trecho de terra ao norte da DF-280, já conhecido de outros passeios.

Fizemos uma trilha de leve para subir um morro e ter uma visão panorâmica da cidade (inclusive atrapalhamos algumas pessoas que estavam orando no monte).

Morro da Caesb em Santo Antônio do Descoberto

Atravessamos a cidade e entramos à esquerda na estrada que acompanha o duto enterrado da Transpetro até o Rio Areias (o duto continua até a cidade de São Paulo).

Passamos ao norte da cidade de Alexânia e entramos no trecho não explorado. Em determinado ponto havia uma porteira fechada com uma placa “proibido prática de ciclismo. Não insista!”.

Ainda tentamos um outro caminho mais ao sul, mas sem sucesso. Descemos, então para a BR-060 e fomos por asfalto até o ponto onde o trajeto encontra a rodovia. Resolvemos voltar um pouco no trajeto planejado apenas por curiosidade. Passamos por algumas porteiras que não estavam trancadas, mas eventualmente decidimos tocar para Corumbá.

Salto Corumbá

Passamos por uma grande ponte na confluência dos rios Corumbá e do Ouro e seguimos por uma agradável estrada de terra até alcançar a GO-225 no trecho novo com asfalto, próximo da cidade de Corumbá.

Ficamos de papo num quiosque perto do Salto Corumbá até que passou uma comitiva de jipes do Jiminy Club de Brasília. Eles seguiam para o evento da Missão Cruls na cidade. Fui atrás deles enquanto meu parceiro seguiu para dar umas voltas próximo de Cocalzinho.

Historiadores caracterizados com roupas do século XIX

Encontrei com meus amigos historiadores que se apressavam para vestir suas roupas de época antes que começasse a chuva. Eles fazem caminhadas pelas cidades históricas em memória à Comissão Exploradora do Planalto Central, liderada por Luis Cruls.

Mal começou o evento e o céu desabou! A turma precisou sair correndo e se abrigar na igreja. Eu me protegi no posto de gasolina junto com a moto. Passado o temporal, peguei a estrada de volta para Brasília. O céu continuava fechado, mas só voltei a pegar chuva dentro do Distrito Federal. Por mensagem, meu parceiro informou que também chegou molhado em sua casa. Faz parte!

Abraços, Linhares